quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Haiti...uma lição de vida!!

O mundo literalmente desabou para o povo Haitiano. É irónico como catástrofes desta magnitude atingem quase sempre os mais fracos e indefesos. As imagens e os testemunhos que nos chegam não dão para avaliar a hecatombe que se abateu sobre aquele povo. Tudo lhes falta, para quem já pouco ou nada tinha!

Se tivesse sido noutro ponto qualquer do globo, excepto na África, ou na Ásia, há muito que a ajuda necessária tinha sido disponibilizada. Este flagelo faz parecer o 11 de Setembro um filme de ficção. Não há memória que no espaço de alguns segundos tenha havido tanta destruição e morte!

Não foi o sismo que devastou aquela gente, mas sim a falta de prevenção e a pobreza extrema de um povo marginalizado. A ajuda tem chegado a conta gotas, enquanto isso o povo agonia nas ruas, ferido e moribundo. As pilhagens e a disputa por uma migalha de pão reflectem o agudizar de uma situação que se tornou insustentável.

Este fenómeno já está ganhar contornos propagandistas e aproveitamento político. Exemplo disso é o caos logístico e a desorganização que reina naquela terra em termos de ajuda humanitária. Mas este povo precisa de ajuda é agora, neste momento. Cada, hora, cada minuto que passa pode já ser tarde.

É fulcral a ajuda médica e alimentar. É fundamental tratar daqueles que já pereceram para evitar um problema de saúde pública. Numa 2ª fase, é necessário reconstruir aquele pais e ajudar a recuperar um povo que de um momento para o outro viu-lhes a vida fugir debaixo dos pés. Quem teve a sorte de sobreviver, foi confrontado com a perda de familiares e dos seus bens. Houve quem perdesse tudo literalmente. Neste momento, até uma palavra de conforto, poderá fazer toda a diferença.

Existem múltiplas formas de podermos contribuir para minorar o sofrimento daquele povo. Desde donativos, voluntariado, petições, enfim, de alguma forma é possível contribuir para ajudar aquela população, cuja realidade é o vazio e o desespero. Simplesmente não ficarmos indiferentes a esta situação, já é importante e útil. É preciso não esquecer que muito há a fazer, para além das necessidades básicas e urgentes, é preciso devolver a auto estima, a confiança e a vontade de começar do zero. É preciso ajudar sobretudo este povo a redescobrir o sentido da vida e acreditar que é possível reencontrar a felicidade.

"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.”

Gandhi

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