domingo, 30 de outubro de 2011

Chuva que se esfuma...

Chuva que se esfuma
em águas se some
Tormenta se grita
Em ventos de medo
Mar cavado
Nas ondas irado
Leva o segredo
De um beijo molhado



José Guerra (2011)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Agreste vento triste...

Agreste vento triste
fustiga o cipreste
alma em pranto
dor que me deste
de amor quebrado
magoado o quiseste



José Guerra (2011)

domingo, 23 de outubro de 2011

Nuvens que se chovem...

Nuvens que se chovem
De águas carentes
Passadas e presentes
De tormenta se choram
Dilúvios ardentes
Do nascer ao poente
Se sopram lágrimas de gente
Que se gritam, mudas se sentem

José Guerra (2011)

sábado, 22 de outubro de 2011

Sol poente...

Na praia te vi de sol poente
De areia despida ardente
Amei-te num beijo quente
Em vento salgado que sente



José Guerra (2011)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vou por ai...

Vou por ai semear palavras ocas
como da noite de que sou feito
cheio de nada e desalento
queria ser ave como o vento
para gritar mais alto que o tempo

José Guerra (2011)

domingo, 16 de outubro de 2011

O verbo amar...

Um dia o verbo amar
perdeu-se na tua boca
sabia a pétalas de flor
ditas no teu sabor



José Guerra (2011)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Do verbo sentir...

Do verbo sentir se faz o poema
Se faz o poeta de dor e pena
Do verbo sentir um grito infinito
Que se escreve pelo não dito



José Guerra (2011)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A poesia é apenas perfume...

A poesia é apenas perfume
Exalado das palavras mudas
De um coração que se padece enfermo
Da palavra amor
Que se morre, morrendo
Beijando a dor



José Guerra (2011)

sábado, 8 de outubro de 2011

Nos teus cabelos...

Mergulho nos teus cabelos
descubro os dias que não tive
arranco-te o perfume em silêncio
com o desejo de um beijo
que se percorre cego

José Guerra (2011)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A letra do teu nome...

A letra do teu nome perdi-a no leito
mataste a prosa que te havia feito
magoaste o verbo, não tinhas o direito
partiste um dia assim sem jeito
usaste a carne de que sou feito
apenas deixaste dor no meu peito

José Guerra (2011)

sábado, 1 de outubro de 2011

Palavras por dizer...

Palavras por dizer
Escritas com dor
Saem sem querer
Singelas com ardor
Talvez por saber
Que não mais me tens amor

José Guerra (2011)