segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bebi-te num rio...


Bebi-te num rio numa manhã de degelo 
Tacteavas a pedra polida
Como se tivesses lábios de desejo
Percorrias as entranhas nos fiordes
Num frenesim sensual
Derretias os prados fumegantes
Mitigavas-me o anseio ardente
Nos teus lábios quentes
Mordias o verde até ser rio
Morrias-me na foz até ser gente

José Guerra (2012)

2 comentários:

  1. Muito belo este poema. Traz o sabor da terra e o desejo de possui-la na sua totalidade.

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  2. Obg amigo Luís!

    Um abraço poético!

    José Guerra

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